Hiperconectividade

Hiperconectividade

A hiperconectividade tecnológica é uma característica do nosso cotidiano. Com um celular na mão e acesso à internet, podemos verificar nossos e-mails, os vários aplicativos de mensagens instantâneas, redes sociais, jogos etc. Tudo isso está a um clique, independentemente onde estejamos. Não podemos negar, a tecnologia ajuda, e muito, mas nem tudo que reluz é ouro. A hiperconexão excessiva ou precoce pode causar sérios problemas de saúde mental, se a pessoa não souber impor limites e saber o momento de desconectar.

Se pararmos para observar, a tecnologia está presente no nosso dia a dia e às vezes nem percebemos, seja no trabalho, como realizamos compras, na nossa casa, na busca por conhecimento, no entretenimento e, principalmente, na comunicação. Resumindo, não há como escapar da hiperconexão. A tendência é aparecerem mais e mais novidades tecnológicas, fazendo com que até as pessoas que não ligavam muito para isso, passem a utilizá-la cada vez mais nas soluções do dia a dia. Bom, se não tiver como vencer a tecnologia, junte-se a ela, certo?

É importante saber dosar o uso da tecnologia, principalmente entre as gerações mais novas. As crianças já sabem usar celular e tablets antes mesmo dos 2 anos de idade, pois nasceram imersas nesse universo e veem os pais sempre conectados com o rosto na tela do celular ou computador. Para os adolescentes, a maior fonte de entretenimento é a internet, contribuindo para que passem horas no computador ou no celular. Uma realidade até então inédita para as gerações mais velhas, o que dificulta o entendimento entre gerações. Muitos adultos não sabem como lidar com esta nova realidade ou até impor limites.

Não podemos negar que soluções tecnológicas e acesso à internet ajudam nas tarefas do cotidiano, mas o excesso de estímulo, a necessidade de estar sempre online, se comunicando ou postando conteúdo nas redes sociais pode aumentar a ansiedade, estresse, insatisfação e causar depressão, independentemente da idade.

Todo mundo tem um colega de trabalho, ou chefe, que não se desconecta nem nas férias. Está sempre de olho nos e-mails, enviando mensagens, e acaba voltando das férias mais ansioso do que quando foi. Se no trabalho, os aplicativos de mensagens dominam o dia a dia, na vida pessoal, as redes sociais ocupam um lugar de destaque. A busca pela foto perfeita, pela legenda cativante e as hashtags ideais consomem tempo e energia, em troca de que? Um like? Comentários vazios?

Por mais que gostaríamos de nos desconectar, isto nem sempre é uma tarefa fácil. Porém, há algumas atitudes que podemos tomar para ajudar a lidar com a hiperconexão sem deixá-la afetar a saúde mental.

Por exemplo, o que você gostaria de fazer, mas “nunca tem tempo”? Troque as horas que você passa na internet para enriquecer o seu cotidiano, seja praticando um novo hobby, atividade física, encontrando com amigos e conversar “cara a cara”. Essas atividades offline ajudam a passar o tempo longe da internet, além de ativar outras áreas do cérebro.

Outra dica é, crie um alarme no seu celular para se desconectar. Aproveite esse momento para fazer uma caminhada, ler um livro, levar o cachorro para passear e preste atenção na vida fora da tela. Aos poucos você vai reaprender a apreciar as coisas simples do cotidiano.

E o mais importante, use a tecnologia com responsabilidade. Evite consumir conteúdos desagradáveis, que não lhe fazem bem, não leve o celular para a mesa na hora das refeições e quando você estiver com os amigos, esteja com eles, não se preocupe em tirar a foto perfeita para postar nas redes sociais. Aproveite o momento.

Como disse no início desse artigo, a tecnologia não vai a lugar algum, por isso precisamos aprender a usá-la de maneira saudável sem deixar afetar a saúde mental. Precisamos estabelecer limites inteligentes para encontrar o equilíbrio entre a tela do celular ou computador e as relações offline que realmente importam.

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